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Barrakinha da Carol
Barrakinha da Carol


Em uma livraria...
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Ontem me aconteceu um fato incomum para quem mora em Brasília...e olha q eu naum estou falando d Cúpula da América do Sul-Países Árabes naum...

Em plena quarta-feira fui me dedicar a esperar da melhor forma possível...devorando livros na Siciliano, na minha opinião, um dos melhores lugares para se esperar aki em Brasília. Como sempre, aquilo estava tão agitado como um formigueiro com pessoas circulando, comprando, lendo, conversando, comendo...enfim...um dia normal como qualquer outro.

Depois d passar mais de meia hora lendo em pé *não sou a única q gosta d devorar livros por lá..=P * Resolvi descer as escadas para comer alguma coisa, já q era mais um dia d reunião e d chegar em casa tarde da noite...Depois d comer, vi uma senhora sentada sozinha e dedicando-se a um livro. Como sempre faço, perguntei se podia me sentar e comecei a ler o livro q estava devorando no andar d cima.

Até aí nada mais normal. Só q aquela senhora fez o q eu só vejo acontecer mt raramente. Ela começou a conversar comigo! Sim, as pessoas estranhas ainda se comunicam! Nos dedicamos um breve diálogo e retornamos a nossa leitura. Quando meu tempo d espera acabou, me levantei para guardar o livro e me despedi da minha companheira anônima.

Saí d lá com meus macaquinhos se agitando no sotão...pensando em qtas pessoas a gente podia conhecer dessa forma, em um café, elevador, fila d banco...não sei se isso acontece em outras cidades, mas vejo Brasília como uma cidade individualista. Dificilmente os vizinhos sem cumprimentam qdo se encontram....Penso nas experiências que poderiam ser compartilhadas se as pessoas naum tivessem tanto medo umas das outras.

Mas naum seria arriscado nos dias d hj, com tanta violência, confiar nas pessoas? Pra mim, arriscado, é deixar d confiar no ser humano...

May 12, 2005 | 7:28 AM Comments  1 comments

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Reflexões de segunda-feira por uma mente insana....

Algo anda me afligindo...ou eu mudei muito rápido e as coisas e pessoas ao redor não conseguiram acompanhar ou então eu estou em um mundo estático onde o tempo não passa...e isso me faz refletir sobre a questão do tempo na vida das pessoas...
Tempo...tempo aquele que as pessoas dizem que é escasso com a velha desculpa de que “eu não tenho tempo” quando não tiveram vontade de fazer o que era para ser feito...
Tempo que demora a passar quando algo é tedioso...tempo que voa quando é algo divertido...será que o tempo tem mesmo essa qualidade elástica de ser? Como pode 1 hora ter sentidos tão opostos se são os mesmo 60 minutos? O que faz o tempo passar de formas diferentes para as pessoas?
As pessoas que se consideram “normais” andam me rotulando de “à toa, que eu desperdiço meu tempo...” será mesmo?! Se eu estivesse desperdiçando meu tempo então não deveria ter tempo de sobra para fazer as minhas atividades? Então porque apesar de fazer as minhas atividades não sobra tempo?
Isso me leva a análise do conceito “desperdício de tempo” para essas pessoas e percebo que nossos conceitos são bem diferentes...penso que desperdício de tempo é ir até a faculdade todo dia pela manhã para aprender a fazer receitas de bolo sem conteúdo algum...e a receita nem recheio tem para que se diga que há novidade!!!
O meu tempo gasto em sala de aula tem sido absurdamente torturante, e eu nem sabia que o tempo poderia ter tal característica...O meu tempo gasto fora de sala de aula tem sido absurdamente fascinante e cheio de aprendizados...contraditório, afinal, são as mesmas 4 horas, 240 minutos ou 14.400 segundos!Prova de que o tempo realmente não passa sempre da mesma forma...
Ei! mas agora eu percebo que aquelas pessoas tem razão...eu realmente ando perdendo meu tempo...perco diariamente 14.400 segundos quando entro naquela sala de aula! :o

Socorrooo! Quero meu tempo perdido de volta, que eu sou totalmente contra o desperdício! Alguém conhece uma solução?

May 9, 2005 | 3:49 PM Comments  0 comments

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O OUTRO



A vida ensina várias coisas...Mas ainda assim eu consigo me surpreender com o ser humano. Impressionante a capacidade q as pessoas tem d colocar a culpa dos erros nos outros. Nunca se erra. É sempre o OUTRO. É o OUTRO q está errado, o OUTRO q estragou, o OUTRO q é culpado d estar ruim. É a velha história do mito da caverna. Qdo alguém sai e conhece outro mundo e volta pra contar, as pessoas naum acreditam e ainda por cima condenam quem buscou um outro ângulo. O OUTRO foi para onde naum deveria ter ido. O ser humano é comodista demais e, sem perceber, vive cercado d coisas podres simplesmente por medo d mudar. E por medo permanece d modo medíocre enquanto todo o resto desmorona a sua volta. Cada vez mais me convenço q eu precisava mudar sim. Sair das correntes q me aprisionavam e passar a ver o mundo d outra forma...percebo q estava cercado d bons amigos, mas tb d pessoas q nada me acrescentavam e tem o dom d t puxar pra baixo...Engraçado como o ser humano consegue ser cego mesmo qdo o obejto d visão está bem na sua frente. Fico feliz d saber q eu era cega, pois isso me faz perceber q eu hj tenho visão. Talvez ainda falte mt a percorrer, mas é importante me desprender d td q era apenas uma questão d comodismo. A rotina é perigosa...ela tem o poder d acomodação. Percebo q naum se deve se acomodar com nada, nunca. Fé no ser humano eu sempre vou ter, naum tem jeito...é meu jeito d ver o mundo cor-de-rosa...sempre acreditando q pode e vai ser diferente. Pq VAI ser diferente

April 18, 2005 | 4:39 PM Comments  0 comments

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Times Like These...

In times like these
in times like those
what will be will be
and so it goes
and it always goes on and on
and on and on it goes

and theres always been laughing, crying, birth, and dying
boys and girls with hearts that take and give and break
and heal and grow and recreate and raise and nurture
but then hurt from time to times like these
and times like those
what will be will be
and so it goes

and there will always be stop and go and fast and slow
action, reaction, sticks and stones and broken bones
those for peace and those for war
and god bless these ones not those ones
but these ones made times like these
and times like those
what will be will be
and so it goes
and it always goes on and on
and on and on it goes

but somehow i know it wont be the same
somehow i know itll never be the same

April 14, 2005 | 10:03 AM Comments  0 comments

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Nada acontece por acaso...



A um tempo atrás eu considerava a minha vida estruturada. Estava estagiando pela primeira vez e tinha uma tropa escoteira para comandar. Tudo parecia estar certo e com isso eu estava acomodada. Mas então as coisas começaram a mudar. Primeiro foi a minha tropa, da qual eu fui levada a sair. Depois os chefes q, passando por uma crise na empresa, resolveram mandar os estagiários embora.

No início foi farra, afinal fazia tempo q eu naum sabia o q era ter as minhas tardes livres. No escoteiro, eu fui ajudar na Alcatéia, nunca tinha sido lobinha e seria uma experência interessante. Como uma perfeita Polyana, fui brincar do jogo do Contente e levar a vida da melhor maneira. Aproveitei para ver todos os filmes em cartaz, sair com akeles amigos q andavam cobrando atenção e me dedicar a uma seção totalmente nova.

Mas aí veio akele vazio. Além da facul e do escotismo eu naum fazia nada d produtivo na minha vida! O princípio d pânico foi reprimido com 2 convites q chegaram no meu e-mail: Vozes Jovens II e FPJ. Pensei q já q estava com tempo livre q era hora d fazer alguma coisa útil. Me inscrevi nos 2 e fui achando q eu podia aprender alguma coisa.

Na verdade eu naum tinha era noção do q me esperava. A semana Vozes-Fórum marcou a minha vida d tal forma q as pessoas q convivem comigo me estranharam. A oportunidade q eu tive em ambos os eventos d discutir, opinar, concordar e discordar, conhecer idéias e pessoas e, principalmente, d ajudar d todas as formas, me fez ver q akela era a oportunidade d mudar a minha vida.

Sigo uma filosofia q diz q "antes d se pensar em mudar o mundo, pense em arrumar o seu quarto". Na semana pós Vozes e Fórum eu pude "arrumar meu quarto" conversando com pessoas q conheci durante e q já conhecia há tempos e com isso traçar as novas metas. Posso dizer, sem medo, q cresci como pessoa a partir do momento q eu vi q as coisas naum estavam do jeito q eu acho certo.

Grandes mudanças foram realizadas. E mais outras com certeza virão. Mais hj eu posso dizer q estou fazendo diferente. E pretendo ir ainda mais além. Como um amigo q fiz nakela semana me disse " Só vc pode mudar o curso do seu rio" e, pela primeira vez, eu sei q estou comandando o barco da minha vida.

April 13, 2005 | 2:26 PM Comments  0 comments

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